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3.5.05
 
TOMANDO POSSE DA ARMADURA DE DEUS
Texto base: Ef 6:10-18
No mais, confortai-vos no Senhor e na força de seu poder. Revesti-vos da armadura de Deus para poderdes resistir às insídias do diabo. A nossa luta não é contra forças humanas mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos maus dos ares. Tomai, pois, a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, vitoriosos em tudo, vos mantenhais inabaláveis. Ficai alerta, cingidos com a verdade, o corpo revestido com a couraça da justiça e os pés calçados, prontos para anunciar o Evangelho da paz. Empunhai a todo momento o escudo da fé, com o que podereis inutilizar os dardos inflamados do maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do espírito, que é a palavra de Deus. Vivei em oração e em súplicas. Rezai em todo tempo no Espírito. Guardai uma vigilância contínua na oração e intercedei por todos os santos.
Poucos textos da Bíblia têm sido tão citados como este nos dias de hoje, sobretudo, com a polêmica em torno do tema da batalha espiritual. Esta temática tem suscitado muitos desequilíbrios. Como reação à discussão do tema, alguns têm desacreditado na existência de demônios, outros, que aderiram ao tema, têm visto demônios em toda parte. Em função de tais desequilíbrios, aumenta mais a necessidade de uma reflexão equilibrada em torno de Efésios 6:10-18. Precisamos ter a convicção de que o Diabo e seus demônios são uma realidade, mas não podemos passar a lhes atribuir tudo que de mal existe na face da terra.
O lugar que o texto se encontra na carta é de suma importância para sua compreensão. Paulo está fazendo uma detalhada exposição sobre o modo como um cristão deve proceder no seu dia a dia e, ao chegar perto do fim da sua exposição, adverte aos efésios para que se revistam da armadura de Deus. Paulo está querendo dizer que todo cristão que queira ter vitória no campo da ética, precisa estar revestido da armadura do Senhor.
O texto apela para que nos armemos da força do Senhor e nos revistamos da armadura de Deus. F. Foulkes nos diz que “A armadura de Deus tanto pode significar a armadura que ele mesmo usa, quanto a que ele fornece.” (1963:p.141). Quando tentamos viver uma vida reta, percebemos que estamos em um combate e que este pertence ao Senhor!
Todos nós sabemos que levar a sério o padrão de conduta proposto pela Palavra de Deus não é uma tarefa fácil. Constantemente somos assediados pela mídia e por pessoas que nos oferecem caminhos de vida supostamente mais fáceis. Ter um caráter íntegro é um desafio para todas as pessoas, mas o é especialmente para aqueles que exercem algum tipo de liderança na casa de Deus. Muitas são as tentações do ministério: ser poderoso, ser bajulado pelas ovelhas, sentir-se necessário, exercer controle sobre a vida das pessoas etc.
Resistir a tantas seduções faz-nos participar de uma verdadeira luta. Não podemos entrar neste combate sem estarmos devidamente preparados. Vejamos o que precisamos fazer neste combate cristão para o qual somos chamados.
Muitos textos da Bílbia nos deixam evidente que o mundo espiritual, quue tem o Diabo como principal agente, é uma realidade. Tomemos apenas dois importantes exemplos:
Mc 16:17,18 - Os sinais que acompanharão os que crerem são estes: em meu nome expulsarão demônios,, falarão línguas novas, pegarão serpentes e, se beberem veneno, não lhes fará mal. Imporão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados.
1Pe 5:8 - Estai alerta e vigiai, pois o adversário, o diabo, como um leão que ruge, anda rondando à procura de quem devorar.

1. Cingindo-vos com a verdade

Texto base: Ef 6:14a
Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade.
Introdução
Na armadura romana as peças eram presas ao corpo do guerreiro por um cinto, sem o qual aquela não poderia ser usada. Paulo está usando uma linguagem natural (armadura de um guerreiro) para descrever uma realidade espiritual (existência de uma guerra no mundo espiritual). Não podemos participar de uma batalha espiritual sem amarmos a verdade. Caso ousássemos entrar em uma guerra sem estarmos devidamente alicerçados na verdade, a falsidade e a mentira se tornariam brechas para que o Diabo viesse a agir em nossas vidas.
1) A mentira exclui o ser humano da presença de Deus
O Livro do Apocalipse fala que um dia haverá um juízo final e que os mentirosos serão excluídos da presença de Deus. Deus, sendo a verdade plena, não pode conviver com a mentira. Os filhos e filhas de Deus, pessoas que nasceram de novo, passam a ter o caráter de Deus como marca em suas vidas. A mentira é um aspecto totalmente antagônico ao caráter de Deus, portanto também o deve ser no de seus discípulos e discípulas.
Ap 22:14,15 – Felizes os que lavam suas túnicas, para terem direito à árvore da vida e a entrar pelas portas que dão acesso à cidade. Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os que se prostituem, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira.
2) O Diabo é pai da mentira
Se a Bíblia deixa muito claro que Deus é totalmente verdadeiro, por outro lado, evidencia que o Diabo é o pai da mentira. A principal característica do caráter do opositor de Deus é a falsidade. Andar em falsidade é pactuar com o mal e distanciar-se de Deus. A mentiria no coração das pessoas as impede de ouvir a voz suave e bela de Jesus. A voz do Deus feito ser humano liberta de toda mentira e conduz à vida verdadeira e autêntica. Distanciemo-nos do Diabo e de todas as ilusões que ele procura nos proporcionar!
Jo 8:42-44 – Jesus lhes disse: Se Deus fosse vosso Pai, vós me amaríeis. Saí e venho de Deus. Não vim por mim mesmo. Foi Deus que me enviou. Por que não compreendeis a minha linguagem? É porque não sois capazes de ouvir minha palavra. Vós tendes como pai o diabo e quereis fazer os desejos de vosso pai. Desde o princípio ele foi homicida e não se manteve na verdade, porque a verdade não está com ele. Quando mente, fala do que é seu, pois é mentiroso e pai da mentira.
3) Jesus é a única verdade que liberta
Jesus é a única verdade, por isso nele há liberdade. Enquanto mentimos nos aproximamos do Diabo e seu reino, mas, ao nascermos de novo em Cristo, somos lavados pelo Espírito da verdade. Todos sabemos que o Filho de Deus é o único, verdadeiro e autêntico caminho para o Pai. Fora deste caminho existe apenas engano e mentira.
Jo 8:32 – conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Jo14:16 – Jesus respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.
Aplicação
Refletir: Você tem mentido em alguma circunstância de sua vida? Quais têm sido as conseqüências das mentiras que você tem contado? Que você pode fazer para ser liberto da mentira? Quais as implicações espirituais de uma vida de mentira?
Agir: Orar pedindo perdão a Deus por estar vivendo em mentira; acreditar no poder de Deus para perdoar; criar uma nova disposição para viver de forma transparente, sem mentiras; procurar pessoas que foram lesadas por suas mentiras e trazer à tona a verdade; renunciar a toda mentira diante das pessoas e também perante o mundo espiritual.
14.1.05
 
MANDAMENTOS RECÍPROCOS
Perdoai-vos uns aos outros
Texto base: Ef 4:32
Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.
Introdução
Vamos estudar mais um dos mandamentos recíprocos. O nosso estudo de hoje está voltado para a necessidade que temos do perdão de Deus, bem como para o nosso dever de perdoarmos as pessoas. Uma coisa está intimamente relacionada à outra: sem o perdão de Deus não nos tornamos capazes de perdoar; se não perdoarmos as pessoas, não temos autoridade para desfrutar do perdão divino.
A palavra perdão no Novo Testamento significa deixar ir, soltar, deixar passar sem castigo. A expressão bíblica tem o sentido de um cancelamento espontâneo de um processo criminoso.
Nosso estudo nos mostra algumas coisas muito importantes sobre o perdão:
1) Jesus nos perdoou sem estabelecer condições
O principal fundamento do perdão divino é a vida de Jesus. Ele morreu em uma cruz por amor a cada vida humana. Seu ato foi voluntário e gracioso. Sua atitude de sacrifício e entrega não esteve condicionada pela nossa bondade. A rigor, não mereceríamos o que Jesus fez na cruz, pois a Bíblia diz que todos os seres humanos são pecadores e carentes da graça de Deus. Mas Jesus se entregou por nós, deu a sua vida de forma espontânea e amorosa. O amor de Deus pela humanidade é o que motiva o sacrfício de Jesus e não os nossos méritos. Somos perdoados sem merecer, somente com a condição de que venhamos a perdoar as pessoas que nos ofendem.
Cl 2:13,14 – E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz;
2) Assim como somos perdoados, devemos perdoar
Aquele que é perdoado graciosamente por Jesus, deve ter a mesma atitude para com as pessoas que a rodeiam. O cristão deve imitar Jesus em todas as coisas, sobretudo no que diz respeito ao perdão. Devemos notar que o perdão de Jesus não depende do nosso merecimento, mas de sua bondade apenas. Portanto, devemos perdoar as pessoas mesmo quando achamos que temos razão em um conflito ou quando pensamos que a pessoa que nos ofendeu nã merece ser perdoada. A orientação de Deus é para perdoarmos, independentemente de avaliarmos se a pessoa merece ou não. Deus sabe que sem perdão não poderia haver algo fundamental para a expansão do Evangelho: o corpo de Cristo, que é a Sua igreja!
Cl 3:13 – Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós;
3) O perdão é um ato de obediência a Deus
Algumas vezes perdoar é muito difícil. Em outras é até mesmo, humanamente falando, impossível. Mesmo assim, a Palavra de Deus nos orienta a perdoarmos. Uma das marcas de maturidade emocional de uma pessoa é que ela se torna capaz de fazer coisas que são necessárias, mesmo quando não deseja. Do mesmo modo, uma pessoa madura espiritualmente é aquela que faz o que Deus pede, mesmo que não queira. Em algumas situções vamos ter que perdoar pessoas mediante a fé que temos na capacitação de Deus para fazermos isso. Há casos extremos em que não sentimos nenhuma vontade de perdoar, pois estamos profundamente feridos e incapazes de perdoar. É, então, momento de vivermos exclusivamente da fé e da obediência a Deus. Primeiro perdoamos e aguardamos, com fé e obediência, o momento em que passaremos a sentir que de fato perdoamos.
Mt 18:21,22 – Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
4) A falta de perdão produz um espírito amargurado
A falta de perdão é desobediência a Deus e falta de fé. É também um grande obstáculo ao amadurecimento dos relacionamentos dentro e fora do corpo de Cristo. Mas estes fatores não são os piores. Na minha forma de entender, o pior de tudo é o que acontece com a pessoa que não perdoa: ela começa a desenvolver um espírito amargurado. A amargura é algo que sempre cresce e jamais diminui. Você já deve ter visto alguém assim. É uma pessoa que muitos até evitam ficar perto, pois sua murmuração é contagiante. Uma pessoa amargurada sempre tende a ser cada vez mais intragável. Por outro lado, uma pessoa perdoadora é leve, feliz e doce, sempre tendendo a ser cada vez mais assim.
Mt 18:23-34 – Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.
Aplicação
Algumas atividades para serem feitas no decorrer da semana: 1) orar agradecendo a Deus pelo Seu perdão concedido a nós; 2) orar pedindo discernimento de Deus para sabermos se temos que pedir perdão a alguém; 3) orar pedindo orientação de Deus quanto a pessoas que nos ofenderam e precisam do nosso perdão e 4) conversar com as pessoas que ofendemos para pedir perdão e com as que não estávamos conseguindo perdoar.

8.1.05
 
MANDAMENTOS RECÍPROCOS
Suportai-vos uns aos outros

Texto base: Efésios 4:2

Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.

Introdução
No decorrer deste mês vamos continuar estudando os mandamentos recíprocos. É bom nos lembrarmos novamente que um mandamento é uma orientação muito clara e objetiva proveniente de Deus a respeito de como devemos nos comportar em relação a pessoas e situações. Deus é a fonte de toda sabedoria e compreende com muita clareza o que é melhor para as nossas vidas, por isso nos deixou algumas diretrizes para que possamos viver bem. Quando obedecemos às orientações de Deus, damos o primeiro e mais importante passo para trilhar por um caminho repleto de bençãos.
Um mandamento recíproco é uma orientação/diretriz de Deus para o nosso convívio com nossos irmãos e irmãs. Deus revelou através de sua Palavra mandamentos que devem reger o modo como lidamos com as pessoas que estão aos nossos arredores. O mandamento que estudaremos nesta semana diz respeito à tolerância.
Aprendemos a nos suportar mutuamente quando:
1) Buscamos inspiração no amor de Deus
Deus amou e ama o mundo de forma humanamente incalculável. Este amor divino não se resume a um sentimento ou um desejo. O amor de Deus sempre se expressa através de ações coerentes. Um Deus amoroso é um Deus que aje amorosamente para conosco. Uma da formas de Deus expressar amor por nós, dentre várias outras, é a sua atitude de tolerância. Quantas vezes pecamos e recorremos, sempre, ao nosso Deus? Somos como o filho errante da parábola que ofende seu genitor, sai de casa, gasta toda sua riqueza, e, quando não tem mais alternativa, volta para os braços do pai! Deus é este Pai bondoso que faz uma festa todas as vezes que retornamos para os seus braços.
Se queremos ter a liberdade e a autoridade para recorrermos a Deus e sermos acolhidos pelo seu amor, devemos ter a mesma atitude em relação aos nossos irmãos e irmãs. Devemos buscar em Deus capacidade para amar nossos irmãos e irmãs do mesmo modo e com a mesma intensidade com os quais Ele nos ama.
Salmo 78:38,39 – Contudo, ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldades e não os destruiu. Vez após vez conteve a sua ira, sem despertá-la totalmente. Lembrou-se de que eram meros mortais, brisa passageira que não retorna.
2) Morremos para o nosso egoísmo e direitos
A Bíblia, em vários trechos, diz que todos os seres humanos são pecadores e, portanto, necessitam da misericórdia divina. Nossa pecaminosidade nos faz sermos egoístas e profundamente individualistas. Esta nossa natureza pecaminosa precisa ir morrendo cada dia mais para que o fruto do Espírito possa ocupar mais e mais espaço em nossas vidas. Uma das formas de aprendermos isso é exercitarmos a capacidade de suportarmos aos nossos irmãos e irmãs. Pode parecer algo difícil, mas, à medida que vamos exercitando, começamos a nos acostumar em sermos pacientes, além do que esta atitude certamente será compensadora. A vida de nosso próximo deve ser considerada mais importante que a nossa própria.
Tiago 1:19,20 – Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se, pois a ira do homem não produz a justiça de Deus.
1Co 13:6,7 – O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
3) Procuramos nos encher do Espírito Santo
Quando a nossa velha natureza começa a morrer, começa a haver espaço para que o Espírito Santo possa reinar nas nossas vidas, então o Seu fruto começará a crescer em nós. Para vivermos uma vida cristã digna não é suficiente nos afastarmos do mal. Na mesma medida em que nos afastamos do mal, devemos nos aproximar de Deus. Devemos desejar e deixar que o Seu Espírito frutifique em nossas vidas. Quando mais buscamos o Espírito, mais plenos dele seremos. Quanto mais plenos formos de Deus, mais iremos nos parecer com Ele. Então começaremos a manifestar suas virtudes nos nossos relacionamentos.
Gálatas 5:16,22,23 – Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
4) Dispomo-nos para que o Reino de Deus cresça em nós
Muitas vezes pensamos que o Reino de Deus se limita a ocupar um lugar no espaço terrestre ou geográfico. Por isso, alguns estudiosos têm preferido a palavra Reinado de Deus a Reino de Deus. Reinado fala de Deus governando sobre o espaço geográfico, sobre a natureza e sobre todos os seres viventes. Mas o Reinado de Deus é muito mais que isso, pois se trata de Deus governando as vidas humanas. O Reinado de Deus começa em de cada uma das nossas vidas e vai crescendo até que chegue à sua plenitude. Antes de se estender sobre a totalidade das coisas viventes, ele precisa ser estabelecido sobre as nossas vidas individualmente. Quando Deus passa a nos governar, então começamos a amar as pessoas, a sermos pacientes, enfim, suportamo-nos mutuamente.
Colossenses 3:13,14 – Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou. Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito.
5) Imitamos o exemplo de Jesus
O alvo de todo cristão deve ser o de se parecer cada vez mais com Jesus. Este é o sentido da palavra cristão. Um “pequeno cristo” é o que somos quando aceitamos viver com e para Jesus. Não devemos nos contentar com pouco. Devemos ter um anseio ardente pela presença de Jesus em nós, transformando nosso modo de ser e inspirando as nossas atitudes diárias. Ele é o nosso Senhor e deve reinar em nossas vidas através do Espírito Santo e servindo de parâmetro para nossa forma de pensar e agir.
Que belo exemplo de humildade e serviço o Mestre nos deixou:
João 13:1-5 – Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estava sendo servido o jantar, e o Diabo já havia induzido Judas Iscariotes, filho de Simão, a trair Jesus. Jesus sabia que o Pai havia colocado todas as coisas debaixo do seu poder, e que viera de Deus e estava voltando para Deus; assim, levantou-se da mesa, tirou sua capa e colocou uma toalha em volta da cintura. Depois disso, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos seus discípulos, enxugando-os com a toalha que estava em sua cintura.
Aplicação
Desafios para serem praticados no decorrer desta semana: 1) procurarmos nos lembrar de pessoas que não temos tratado de forma digna; orarmos a Deus pedindo perdão e entrar em contato com estas pessoas para uma conversa contrita e fraternal; 2) estarmos em exposição a situações que venham a requerer de nós amor e paciência para com nosso próximo.

13.10.04
 
Por que jejuar?

Introdução
A Palavra de Deus nos diz que tudo que fazemos para o Senhor devemos fazer com zelo e com entendimento. Nestes dias em que a comunidade tem sido desafiada a orar e jejuar, talvez algumas pessoas estejam se perguntando pelo significado e relevância deste último. Como vistas a orientar irmãos e irmãs que ainda tenham alguma dúvida sobre o assunto é que estamos ministrando nesta semana sobre o jejum. Abaixo abordaremos algumas das mais frequentes dúvidas acerca desta prática tão importante e que agrada tanto ao Nosso Deus!
1) Que é jejum?
Jejuar significa abstermo-nos – privarmo-nos voluntariamente – de comida e/ou bebida para nos dedicarmos à oração de forma mais intensa. Em algumas situações é fundamental dizermos não à nossa vontade de nos deleitar com comidas de modo que a nossa vida espiritual possa ser fortalecida e aprofundada. É como um carro que desliga os faróis para economizar bateria a fim de que esta tenha mais energia para dar a partida, algo mais importante quando estamos parados. Ao dizermos não para a comida, podemos nos concentrar em orar e adorar a Deus com mais vigor. Também é uma forma de dizermos que Deus é quem reina sobre a nossa vontade!
2) Que tipos de jejum existem?
Há, basicamente, dois tipos de jejum:
a) Coletivo – quando um país, um grupo religioso ou pessoas de uma comunidade de crentes é convocada a abster-se de alimento simultaneamente.
Jn 3:5 – Os ninivitas creram em Deus. Proclamaram um jejum, e todos eles, do maior ao menor, vestiram-se de pano de saco.
b) Individual – quando um indivíduo busca uma relação de intimidade pessoal com Deus.
Lc 2: 36-38 – Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era muito idosa; tinha vivido com seu marido sete anos depois de se casar e então permanecera viúva até a idade de oitenta e quatro anos. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e orando dia e noite. Tendo chegado ali naquele exato momento, deu graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
3) Que formas de jejum existem?
Há três formas de se fazer o jejum:
a) Jejum completo – abstenção total de alimentos, o que inclui tanto comida como água; devemos ter orientação médica para jejuar deste modo, especialmente se pretendemos fazê-lo por mais de um dia; é o jejum praticado pelo apótolo Paulo ao se converter a Cristo.
At 9:9 – Por três dias ele esteve cego, não comeu nem bebeu.
b) Jejum típico – abstenção de alimentos sólidos, mas não de água; o tempo que os judeus ficavam em abstinência ia do nascer do sol até que este se pusesse; a Bíblia fala que Jesus jejuou durante quarenta dias, ao final dos quais teve fome, mas não sede.
Mt 4:2 – Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
c) Jejum parcial – abstenção de apenas alguns tipos de comida, bebida ou prazer natural, para que possamos nos consagrar a Deus; a Palavra de Deus diz que Daniel e seus amigos recusaram os manjares do rei.
Dn 10:2,3 – Naquela ocasião eu, Daniel, passei três semanas chorando. Não comi nada saboroso; carne e vinho nem provei; e não usei nenhuma essência aromática, até se passarem as três semanas.
4) Devemos jejuar nos dias de hoje?
Claro que devemos! Por pelo menos dois motivos bastante evidentes: 1) conforme vimos acima, Jesus, nosso Mestre e modelo de vida, jejuava; 2) a Palavra de Deus diz que, quando Jesus se ausentasse fisicamente de seus seguidores, estes passariam a jejuar.
Lc 5:33-35 – E eles lhe disseram: “Os discípulos de João jejuam e oram freqüentemente, bem como os discípulos dos fariseus; mas os teus vivem comendo e bebendo”. Jesus respondeu: “Podem vocês fazer os convidados do noivo jejuar enquanto o noivo está com eles? Mas virão dias quando o noivo lhes será tirado; naqueles dias jejuarão”.
Aplicação
Temos duas sugestões de como podemos aplicar às nossas vidas o que aprendemos hoje: 1) aderir ao desafio da liderança da comunidade para participarmos de um jejum coletivo; 2) estabelecer uma lista de pessoas que precisam de salvação par que possamos orar e jejuar pelas suas vidas e conversão.

2.9.04
 
A Ceia do Senhor
Textos-base: Mt 26:26-28 e 1Co 11:23-26

Mt 26:26-28 – Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo”. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “Bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados.
1Co 11:23-26 – Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: Que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isso sempre que o beberem, em memória de mim”. Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.
O estudo de hoje vai analisar seis aspectos importantes sobre a celebração da Ceia do Senhor!
1) A Ceia do Senhor é a celebração da morte de Jesus
1Co 11:26 – Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.
Deus tinha plena comunhão com Adão e Eva porque eles não tinham pecado. Quando o pecado entrou na vida humana, passou a haver uma separação entre esta e o Senhor. A pureza, a santidade e a justiça de Deus não permitem que Ele conviva com o pecado. Através de Jesus, toda justiça de Deus foi satisfeita; em função da morte de Jesus somos libertos de toda a condenação. Aleluia! Celebremos a morte de Nosso Senhor que nos concede graça e libertação!
2) A Ceia do Senhor aponta para o alimento espiritual que temos em Jesus Cristo
Jo 6:53-57 – Jesus lhes disse: “Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa.
O texto acima deixa claro que não se tratava de comer a carne e beber do sangue de Jesus literalmente, mas apenas em um sentido figurativo ou profético. Deus sabe que somos o resultado direto daquilo que comemos, logo, se nos alimentamos de Nosso Senhor, nossas vidas refletirão aspectos do seu caráter.
Nos dias de hoje, o Diabo está tentando seduzir até mesmo os filhos e filhas com “alimentos estranhos”: filmes violentos, propagandas que instigam o consumismo, imagens na internet que despertam a cobiça sexual etc. Devemos, todavia, nos alimentar somente de coisas que venham a produzir frutos que dignifiquem a Deus.
3) A Ceia do Senhor reafirma o amor de Deus por nós
Jo 3:16 – Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
1Jo 3:16 – Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos.
1Jo 4:19 - Nós amamos porque ele nos amou primeiro.
Todos os que já tiveram a oportunidade de ser pai ou mãe sabem muito bem o quanto sofremos quando nossos filhos estão enfermos física ou emocionalmente. A partir desta experiência podemos apenas ter uma rápida noção da dor que Deus Pai sentiu ao ver o seu Filho padecendo em uma cruz, embora fosse completamente limpo de todo pecado.
O ato de entrega de seu Filho, motivado tão somente pelo amor do Pai pela humanidade, deve, necessariamente nos conduzir a amar da mesma maneira e intensidade nosso próximo. Quem sabe ser muito amado, deve muito amar também!
4) A Ceia do Senhor é um símbolo da identidade de todos os cristãos
1Co 10:17 – Como há somente um pão, nós, que somos muitos, somos um só corpo, pois todos participamos de um único pão.
As igrejas cristãs espalhadas pelo mundo inteiro podem até discordar quanto ao modo como compreendem o significado da Ceia do Senhor, mas têm em comum a convicção de que esta é uma celebração muito importante. Sua importância se deve ao fato de que é um elemento de identificação dos cristão desde o primeiro século da era cristã. Todas as igrejas cristãs, de todos os lugares do mundo, em todos os momentos da história do Cristianismo celebraram ou celebram a Ceia do Senhor.
Cristãos do mundo inteiro sabem que são um só pão. Todo pão é trigo antes de ser pão. Para que o trigo venha a ser pão, ele precisa ser moído. Daí podemos tirar uma simbologia muito importante do modo como a identidade cristã é forjada em nossas vidas e comunidades!
5) A Ceia do Senhor revela que tudo o que Jesus conquistou na cruz é nosso por herança
Cl 2:13-15 - Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz, e, tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz.
Rm 8:17 – Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória.
Todos que nasceram de novo, sabem que somos filhos e filhas de Deus. Como filhos e filhas somo feitos co-herdeiros com Cristo. Isto significa que todo poder, toda capacidade de amar, toda misericórdia, provenientes de Cristo nos foram concedidas como herança. Através de Jesus também herdamos a capacidade de prosperar em todas as áreas das nossas vidas. Herdamos também o direito de exercer autoridade sobre espíritos malignos através da autoridade do nome do Filho de Deus.
6) A Ceia do Senhor é uma declaração pública de nossa fé no sacrifício de Jesus
1Co 11:26 – Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.
Quando a Ceia do Senhor é celebrada, declaramos fé na eficácia do sacrifício de Jesus na cruz. Quando cremos neste sacrifício, declaramos que a obra do Filho de Deus não foi em vão. Grande é a importância de crermos e declaramos nossas fé em Cristo diante de seres humanos.


14.8.04
 
Marcas de um jovem abençoado
Texto -base: Gl 6:17
Sem mais, que ninguém me perturbe, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus.
Introdução
Na semana passada começamos a estudar as marcas de Cristo em nossas vidas. No primeiro encontro para discutir o assunto nós analisamos algumas marcas de santidade da vida de Jesus. Quando vivemos em comunhão profunda com o Filho de Deus, as suas marcas de santidade começam a se manifestar também em nós.
Hoje vamos dar continuidade ao nosso tema. Nosso foco não estará mais nas marcas de santidade da pessoa de Jesus Cristo, mas no modo como Ele marca as nossas vidas. Quando vivemos debaixo da orientação de Deus, começamos a desfrutar de uma vida marcada por bençãos. Estas marcas vão permitir que as pessoas que nos observam possam ver através de nossas vidas aspectos do caráter de Jesus Cristo.
A vida de um jovem abençoado deve apresentar, concretamente, algumas marcas. Neste momento vamos observar três destas marcas. Vamos tomar como principal fonte de inspiração para nós a vida de um jovem do Antigo Testamento, José do Egito.
1- Visão
Que é uma pessoa de visão? É alguém que, a partir de sua comunhão com Jesus, aprende a olhar para as pessoas desde uma perspectiva divina. Um visionário é alguém firme, convicto e perseverante nas suas ações porque age sempre a partir de uma direção que o Pai lhe dá. Mesmo que as circunstâncias sejam adversas, o visionário não negocia princípios que sabe que são fundamentais para uma vida na presença de Jesus e debaixo da benção de Deus.
José era um jovem reto e sua comunhão com Deus era intensa. Sua relação de qualidade com Deus fazia dele um filho que honrava muito seu pai. José era muito estimado por seu pai e isto despertava o ciúme de seus irmãos. Seus irmãos se deixaram levar pela perversidade, mas José não se abateu porque via as circunstâncias a partir do que Deus lhe prometia e revelava. Muito antes de se tornar uma pessoa de sucesso, José já podia perceber o fato antecipadamente – ele era um visionário, um sonhador. Quando o Espírito Santo está sobre as nossas vidas, começamos a ter visões!
Gn 37:7 – “Sonhei que estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele.”
Gn 50:25 – E José fez que os filhos de Israel lhe prestassem um juramento, dizendo-lhes: “Quando Deus intervier em favor de vocês, levem os meus ossos daqui”.
At 2:17 – Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos.
2- Caráter
Que significa ser uma pessoa de caráter? Uma pessoa de caráter é alguém cujos valores não são estabelecidos pelas circunstâncias – pelo oba-oba do grupo do qual alguém faz parte ou pela influência da última moda. Uma pessoa de caráter é alguém cujos valores estão estão profundamente impregnados em seu ser, não variando conforme a conveniência.
Depois de muita provação, o tempo de José ser abençoado por Deus foi se aproximando. Todo mal que seus irmãos planejaram contra José acabou por se transformar num bem em sua vida. José passou a freqüentar a corte do faraó do Egito e começou a ter muito prestígio.
No momento em que estava em plena ascensão, José teve que enfrentar uma grande prova. Se seu caráter não tivesse sido forjado lentamente pelo Senhor, José, certamente, não teria tido forças para fugir da sedução a que foi submetido pela esposa de um alto funcionário egípcio. Sua firmeza de caráter e sua fidelidade a seu senhor terreno passaram pelo fogo. José saiu ileso da situação porque seu caráter era consistente, ele sabia o que queria, assim como o que Deus tinha para sua vida!
Gn 39:7-19 – E, depois de certo tempo, a mulher do seu senhor começou a cobiçá-lo e o convidou: “Venha, deite-se comigo!” Mas ele se recusou e lhe disse: “Meu senhor não se preocupa com coisa alguma de sua casa, e tudo o que tem deixou aos meus cuidados. Ninguém desta casa está acima de mim. Ele nada me negou, a não ser a senhora, porque é a mulher dele. Como poderia eu, então, cometer algo tão perverso e pecar contra Deus?” Assim, embora ela insistisse com José dia após dia, ele se recusava a deitar-se com ela e evitava ficar perto dela. Um dia ele entrou na casa para fazer suas tarefas, e nenhum dos empregados ali se encontrava. Ela o agarrou pelo manto e voltou a convidá-lo: “Vamos, deite-se comigo!” Mas ele fugiu da casa, deixando o manto na mão dela. Quando ela viu que, ao fugir, ele tinha deixado o manto em sua mão, chamou os empregados e lhes disse: “Vejam, este hebreu nos foi trazido para nos insultar! Ele entrou aqui e tentou abusar de mim, mas eu gritei. Quando me ouviu gritar por socorro, largou seu manto ao meu lado e fugiu da casa”. Ela conservou o manto consigo até que o senhor de José chegasse à casa. Então repetiu-lhe a história: “Aquele escravo hebreu que você nos trouxe aproximou-se de mim para me insultar. Mas, quando gritei por socorro, ele largou seu manto ao meu lado e fugiu”. Quando o seu senhor ouviu o que a sua mulher lhe disse: “Foi assim que o seu escravo me tratou”, ficou indignado.
3- Coragem
Que é uma pessoa de coragem? Alguém que não foge das circunstâncias adversas. Uma pessoa que enfrenta as lutas com o mesmo entusiasmo que encara as coisas que considera boas. A coragem é uma qualidade que combina muito bem com o caráter consistente de uma pessoa visionária. Ver o mundo com os olhos de Deus nos dá muita coragem. Ter um caráter íntegro nos reveste de coragem para enfrentar as mais duras lutas!
A visão e o caráter conferiam a José uma grande coragem. José não se apequenou diante do problema mais sério de seu tempo, a fome. Sua visão permitiu perceber antecipadamente uma grande fome que iria suceder-se ao tempo presente de abundância. José coordenou um longo e árduo trabalho de armazenamento de alimentos para ter alternativas nos dias de escassez.
Ver antecipadamente o que iria acontecer no futuro foi muito importante, mas se José não fosse também corajoso, ele não teria feito o que fez.
Gn 41:37-57 – O plano pareceu bom ao faraó e a todos os seus conselheiros. Por isso o faraó lhes perguntou: “Será que vamos achar alguém como este homem, em quem está o espírito divino?” Disse, pois, o faraó a José: “Uma vez que Deus lhe revelou todas essas coisas, não há ninguém tão criterioso e sábio como você. Você terá o comando de meu palácio, e todo o meu povo se sujeitará às suas ordens. Somente em relação ao trono serei maior que você”. E o faraó prosseguiu: “Entrego a você agora o comando de toda a terra do Egito”. Em seguida o faraó tirou do dedo o seu anel-selo e o colocou no dedo de José. Mandou-o vestir linho fino e colocou uma corrente de ouro em seu pescoço. Também o fez subir em sua segunda carruagem real, e à frente os arautos iam gritando: “Abram caminho!” Assim José foi colocado no comando de toda a terra do Egito. Disse ainda o faraó a José: “Eu sou o faraó, mas sem a sua palavra ninguém poderá levantar a mão nem o pé em todo o Egito”. O faraó deu a José o nome de Zafenate-Panéia e lhe deu por mulher Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Omc. Depois José foi inspecionar toda a terra do Egito. José tinha trinta anos de idade quando começou a servir ao faraó, rei do Egito. Ele se ausentou da presença do faraó e foi percorrer todo o Egito. Durante os sete anos de fartura a terra teve grande produção. José recolheu todo o excedente dos sete anos de fartura no Egito e o armazenou nas cidades. Em cada cidade ele armazenava o trigo colhido nas lavouras das redondezas. Assim José estocou muito trigo, como a areia do mar. Tal era a quantidade que ele parou de anotar, porque ia além de toda medida. Antes dos anos de fome, Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om, deu a José dois filhos. Ao primeiro, José deu o nome de Manassés, dizendo: “Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de meu pai”. Ao segundo filho chamou Efraim, dizendo: “Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido”. Assim chegaram ao fim os sete anos de fartura no Egito, e começaram os sete anos de fome, como José tinha predito. Houve fome em todas as terras, mas em todo o Egito havia alimento. Quando todo o Egito começou a sofrer com a fome, o povo clamou ao faraó por comida, e este respondeu a todos os egípcios: “Dirijam-se a José e façam o que ele disser”. Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de armazenamento e começou a vender trigo aos egípcios, pois a fome se agravava em todo o Egito. E de toda a terra vinha gente ao Egito para comprar trigo de José, porquanto a fome se agravava em toda parte.
Ex 18:21 – Mas escolha dentre todo o povo homens capazes, tementes a Deus, dignos de confiança e inimigos de ganho desonesto. Estabeleça-os como chefes de mil, de cem, de cinqüenta e de dez.
1Co 13:11 – Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
Conclusão
Ter visão, caráter e coragem são essenciais para todo jovem que deseje ser abençoado. Devemos aprender a viver como José e tantos outros homens de mulheres de Deus de quenos falam a Palavra de Deus; pessoas que, através de sua comunhão com Deus, aprenderam olhar para as circunstâncias com os olhos de Deus (visão), que souberam resistir a toda cilada do Diabo (caráter) e que sempre foram muito ousadas e criativas no seu modo de testemunhar e lutar pelos valores do Reino de Deus (coragem).
Aplicação
No decorrer da semana orar pelas seguintes situações: 1) pedir a Deus que nos revele seus planos para as nossas vidas; 2) clamar para o nosso caráter seja a cada dia aperfeiçoado pela presença poderosa do Espírito Santo em nós; 3) expor com honestidade e quebrantamento os acontecimentos que nos fazem sentir acovardados para que o Senhor transforme nosso pranto/medo em dança/triunfo.

26.7.04
 
O amor de Deus nunca falha

Texto base: 1Co 13

1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
3 Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá.
4 O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
5 Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
6 O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.
9 Pois em parte conhecemos e em parte profetizamos;
10 quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como
menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.
12 Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido.
13 Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.
Introdução
O amor de Deus por nós não está condicionado à nossa situação diante dele. O amor de Deus é direcionado a todas as pessoas, em todas as situações, sem que haja qualquer tipo de discriminação social, econômica ou de gênero.
Algumas pessoas dizem que o amor de Deus é incondicional, mas isto não é verdade. O amor Deus não está preso a discriminações, mas sempre exige de nós a condição de respondermos também com a amor a Ele e às pessoas.
Precisamos conhecer a Deus profundamente para que o seu amor em nossos corações cresça cada vez mais. Quanto mais o amor de Deus estiver transbordando em nossas vidas, mais seremos capazes de expressar amor para com as demais pessoas.
1- Deus é uma fonte de amor sempre a jorrar
Podemos ter a segurança de que sempre teremos amor fluindo através de nossas vidas, desde que estejamos ligados à verdadeira e inesgotável fonte de amor, que é o próprio Senhor. Nosso amor pode ser finito e limitado àquilo que as pessoas nos fazem, mas o amor de Deus é como uma fonte de água nascente que jamais se acaba. Todo aquele que estiver ligado a esta fonte, jamais padecerá do mal da falta de amor.
Toda a vez que percebermos que está faltando amor em nossos corações, devemos nos render aos pés do Senhor. A falta de amor em nossas vidas é o primeiro sintoma de que estamos nos distanciando de Deus. Quando isto estiver acontecendo, devemos nos colocar em oração pedindo para que Deus molde o nosso caráter e faça que as nossas vidas se transformem em um rio por onde as águas do seu amor nunca cessam de jorrar.
Jo 3:16 – “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
1Jo 4:8 – Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
2- Jesus ama de forma profunda e irrestrita
A Bíblia diz que Jesus não apenas amou os seus seguidores, mas os amou de uma forma muito especial. Jesus amou os seus até o fim, o que significa que seu amor pelo gênero humano foi profundo e radical. Amar profundamente significa que o amor do Filho de Deus é muito maior do que podemos imaginar através de nossa limitada razão. Amar de forma radical implica que o amor de Jesus por nós é tão radical que Ele não poupou nem a sua própria vida em nosso favor.
Quando Jesus foi traído por Judas e entregue aos soldados romanos, perguntaram a Pedro se ele também era um dos seus seguidores e ele imediatamente disse que não. O apóstolo teve três chances para se identificar como um de seus discípulos, mas negou o Senhor nas três vezes que foi confrontado. De modo contrário, o Filho de Deus amou o ser humano até o fim. Jesus foi até as últimas conseqüências com seu amor, não negando sua fidelidade ao gênero humano na sua bendita cruz. A vida de Pedro nos ensina que o amor humano tem muitos limites, enquanto a vida de Nosso Mestre mostra a profundidade do amor de Deus por nós.
Jo 13:1 – Um pouco antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que havia chegado o tempo em que deixaria este mundo e iria para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
3- O amor de Deus sempre aumenta em nossos corações
A Palavra de Deus nos garante que, se estivermos ligados a Ele, a nossa capacidade de amar sempre irá se expandir. Quanto maior proximidade de Deus, mais o amor de Deus vai habitando em nossos corações. Quanto mais aumenta o amor de Deus em nossas vidas, mais somos capacitados para amar nosso próximo.
O crescimento em amor, graça e misericórdia deve ser o alvo permanente de toda pessoa que conhece ao Senhor Jesus Cristo. Assim como o Filho de Deus crescia em sabedoria e graça, assim deve acontecer também com as nossas vidas.
Lc 2:52 – Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.
2Pe 3:18 – Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém.
1Ts 3:12 – Que o Senhor faça crescer e transbordar o amor que vocês têm uns para com os outros e para com todos, a exemplo do nosso amor por vocês.
4- Somos chamados a comunicar o amor de Deus
Se conhecemos a Deus, Ele encherá os nossos corações de amor. Se somos amados por Deus e também o amamos, a primeira coisa que vamos fazer pelas pessoas é expressar o mesmo amor que temos recebido a toda criatura vivente.
A Bíblia diz que quando Jesus via as multidões, o seu coração era movido por uma profunda compaixão. O desejo de Deus é que nós aprendamos a sentir e expressar esta mesma compaixão pela vida das pessoas. A compaixão deve nos levar a orar pelas pessoas, a ajudá-las em suas dificuldades financeiras, bem como a socorrê-las em suas lutas e problemas afetivos.
Mt 9:35-38 – Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Então disse aos seus discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita”.
Rm 5:5 – E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.
Conclusão
Diante do que foi exposto acima, podemos tirar uma importante conclusão. Se você está enfrentando uma situação de tristeza e de luta, saiba que Deus o ama de forma profunda e irrestrita; mesmo quando nós desistimos do Senhor, Ele não desiste de nós, pois seu amor é infinito; para Deus não há problema que não possa ser resolvido ou pessoa que não possa nascer de novo.
Aplicação
Desafios: 1) No decorrer da semana, buscar em oração a experiência de sentir-se amado por Deus, bem como pedir capacitação para amá-lo acima de toda e qualquer coisa; 2) pedir a Deus uma oportunidade de expressar o amor que recebeu do Pai para com uma pessoa de seu convívio diário; 3) demonstrar o amor de Deus para alguém próximo através de um gesto concreto: declaração de amor, um pequeno presente, um telefonema, um bilhete, um convite para almoçar etc.


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